Ciência e descobertas

Fóssil de dinossauro com penas sugere caminhos distintos para o voo

Um fóssil quase completo de dinossauro do nordeste da China deu aos cientistas uma nova espécie para estudar e novas evidências de que características relacionadas ao voo podem ter evoluído por caminhos distintos nas aves e em seus parentes próximos entre os dinossauros.

Batizado de Norellraptor barsboldi, o animal media cerca de 57 centímetros de comprimento. Um agricultor encontrou o fóssil perto de Lamadong, na província de Liaoning, e ele foi doado ao museu da Universidade GEO de Hebei em 2023. Vestígios preservados de penas oferecem uma rara oportunidade de examinar a plumagem junto com os ossos.

O estudo, publicado na Nature Communications, situa a espécie entre os microraptoríneos, um grupo de pequenos dinossauros com penas estreitamente aparentados às aves. Os pesquisadores descobriram que 57 das 194 mudanças anatômicas identificadas na evolução desse grupo também apareceram na linhagem das aves. Mas a sequência reconstruída diferia: nos microraptoríneos, algumas mudanças nos dedos ocorreram antes das mudanças no peito e nos ombros; nas aves, as mudanças no peito e nos ombros vieram primeiro.

Esse padrão sustenta a ideia de que estruturas semelhantes relacionadas ao voo evoluíram de forma independente, em vez de terem sido herdadas em conjunto de um ancestral comum. Os resultados não demonstram que o Norellraptor conseguia voar, e a interpretação de origens independentes continua em debate. Mais fósseis e análises adicionais do crescimento ósseo ajudarão os pesquisadores a testar até que ponto o padrão se aplica.

Fontes

  1. Olhar Digital - O futuro passa primeiro aquiNovo dinossauro com penas pode mudar o que sabemos sobre a origem do voo
  2. New ScientistSpectacular feathered dinosaur fossil shows bird-like adaptations | New Scientist
  3. Diário da AmazôniaFóssil de dinossauro com penas ajuda a revelar diferentes caminhos até o voo

Notas de apuração

De onde vieram estas informações

Nature Communications

A New Scientist cita explicitamente a Nature Communications e o DOI do estudo. O Olhar Digital identifica a Nature Communications como a revista que publicou o estudo e cita os autores. Nenhum dos artigos informa um veículo intermediário.

Nature Communications → Metrópoles

O Diário da Amazônia identifica o estudo como publicado na Nature Communications e encerra o artigo com o crédito Metrópoles.