Ciência e descobertas

Nuvem gigante de Marte pode se formar sem poeira

Cientistas recriaram características fundamentais de uma imensa nuvem marciana em simulações computacionais, oferecendo uma nova explicação para sua formação: o vapor d’água pode congelar e se transformar em gelo sem antes se acumular sobre partículas de poeira.

A nuvem de gelo de água se estende por até 1.800 quilômetros a partir do vulcão Arsia Mons, na direção do vento. Ela aparece todas as manhãs durante a primavera e o verão no hemisfério sul de Marte e depois se dissipa, repetindo o ciclo por meses.

No estudo, publicado na Nature Geoscience, os pesquisadores usaram imagens da sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia, para orientar a modelagem. Normalmente, gotículas ou cristais de gelo nas nuvens se formam com a ajuda de minúsculas partículas suspensas no ar. A inclusão de um processo que dispensa essas partículas permitiu ao modelo da equipe reproduzir a nuvem com muito mais fidelidade.

No modelo, os ventos que passam pelo vulcão desencadeiam uma onda poderosa que eleva o ar úmido por vários quilômetros em poucos minutos. O resfriamento rápido cria condições em que o vapor d’água pode congelar diretamente em partículas de gelo.

O modelo não reproduz todos os detalhes, e a confirmação da explicação exigirá novas observações. Por enquanto, ele oferece uma resposta promissora para um enigma que as simulações anteriores não conseguiram resolver.

Fontes

  1. NatureAtmospheric lessons from Mars - Nature Geoscience
  2. European Space Agency (ESA)Mars's oddest cloud may be even odder than we thought
  3. Mashable SEAMars' weird 1,100-mile cloud runs on physics no one has ever seen before

Notas de apuração

De onde vieram estas informações

Unknown

A Nature discute o estudo de Hernández-Bernal como um artigo da mesma edição da Nature Geoscience e acrescenta uma síntese editorial, em vez de atribuir seu relato a outro veículo jornalístico.

Nature Geoscience

A Agência Espacial Europeia (ESA) identifica explicitamente o artigo publicado na Nature Geoscience, fornece seu DOI e apresenta comentários de Jorge Hernández-Bernal e Colin Wilson.

Nature Geoscience → Mashable

A Mashable SEA identifica os resultados como publicados na Nature Geoscience e atribui explicitamente uma declaração adicional de entrevista a Bernal, que “disse à Mashable”.