
Tecnologia e inovação
Sistema protótipo transforma plástico de garrafas e resíduos agrícolas em alimentos impressos em 3D
Pesquisadores da Universidade do Sul de Illinois em Carbondale demonstraram um sistema que converte plástico PET e resíduos agrícolas em ingredientes para biscoitos ricos em proteínas, impressos em 3D. O alimento experimental, chamado µBites, foi desenvolvido em um projeto financiado pela NASA que explora maneiras de produzir alimentos em ambientes com recursos limitados.
O processo começa com PET, comumente usado em garrafas de bebidas, e material vegetal, como caules e folhas de milho descartados. Água e oxigênio em alta temperatura e pressão decompõem os resíduos em compostos menores que os microrganismos podem utilizar. Leveduras modificadas então transformam esses compostos em proteínas, gorduras, ácidos e outros ingredientes alimentares. Algumas linhagens também produzem vanilina para conferir aroma de baunilha e betacaroteno, que o organismo pode converter em vitamina A.
Atualmente, os pesquisadores acrescentam fibras, amido e adoçante antes de extrudar a mistura por uma impressora 3D. Eles relatam que análises laboratoriais e de terceiros não encontraram substâncias químicas tóxicas, metais pesados, alérgenos ou patógenos alimentares, mas a aprovação institucional para testes de degustação com humanos ainda está pendente.
O trabalho continua sendo uma prova de conceito, e não uma solução pronta para a fome ou a poluição plástica. O processo atual tem 33 etapas, leva um ou dois dias e ainda não foi adaptado à microgravidade. Mesmo assim, mostra que o carbono dos resíduos pode ser recombinado para formar nutrientes úteis, com possíveis aplicações futuras em espaçonaves, submarinos e operações de resposta a desastres.
Fontes
- Court House News ServiceTrash to treat: Scientists are baking with plastic waste
- EurekAlert!This cookie started its life as a plastic bottle
- ScienceAlertScientists Just Made A Cookie Out of Recycled Plastic 'Slurry'. Welcome to 2026
- New ScientistPlastic bottles can be turned into edible, vanilla-flavour cookies | New Scientist