
Saúde e cura
Injeção semestral para prevenir o VIH começa a ser disponibilizada em países africanos
Uma injeção semestral para prevenir o VIH está a ser disponibilizada em países como a África do Sul, o Quénia e a Zâmbia. Num ensaio realizado em 2024 com mais de 2000 jovens mulheres na África do Sul e no Uganda, nenhuma das participantes que receberam o medicamento, lenacapavir, contraiu o VIH.
A Organização Mundial da Saúde recomendou o medicamento como uma opção adicional de prevenção. Ao contrário dos comprimidos de prevenção tomados diariamente, oferece seis meses de proteção por injeção. Isso poderá ser especialmente importante para pessoas deslocadas por conflitos ou catástrofes, que podem ter dificuldade em tomar medicamentos de forma regular.
A Gilead Sciences, que desenvolveu o medicamento, está a fornecer a sua versão sem lucro a programas apoiados pelo Fundo Global e pelo Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate à SIDA. Também concedeu licenças a seis fabricantes para produzirem versões genéricas mais baratas. Prevê-se que estas custem cerca de 40 dólares por pessoa por ano, estando a disponibilização em larga escala prevista para 2027.
O acesso continua a ser desigual. Os Médicos Sem Fronteiras afirmam que pelo menos 26 países de rendimento médio estão excluídos do acordo de licenciamento de genéricos. Um acordo separado com a Organização Pan-Americana da Saúde abre uma via de acesso ao medicamento da Gilead a 14 países da América Latina e das Caraíbas não abrangidos por essa licença, mas não lhes dá acesso automático a genéricos mais baratos.